Ma non sai dove guardare
E non c’è niente da fare
Vai, prendi e guarda un giornale
Sei proprio un vero animale
Capisci solo di scarpe
I pantaloni son stretti
Mi son tagliato I capelli
Sei una noia sul serio
Ma ora guardi da un lato
Ti giri e guardi dall’altro
Non c’è uno specchio nel mondo
Per farti guardare in fondo
Sei proprio un grande deserto
Tutti son te al rovescio
A te piace assai il tuo aspetto
A loro è l’acqua che manca
Ma non ti accorgi niente
Sei proprio un nulla facente
Che credi di essere, un divo?
Ma è il tuo divano è chi mente
Sei proprio un’essere buffo
Guardi di più l’orologgio
Che la ragazza che vuole
Restar con te, chissà come?
Forse sei proprio una frana
Per non chiamarti di abisso
Ache se guardi un pò fisso
Ma a te piace il tuo gesto
Di avvicinarsi in silenzio
Come serpente o veleno
Credendo ormai di aver vinto
Ma sei tu vero o sei finto!!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
tesão
eu patife
eu espatifada
eu dona do mundo
sem querer ser dona de nada
sozinha mesmo acompanhada
eu verme, eu astro
dona de mim
dona da minha solidão
sem saber pra onde vai
minha estrada
e nesse caminho bêbado
a certeza da sua pele
que já não me responde
escondida no breu do algodão
sua pele abrangente
lisa
direta
suave e cruel
dona de todas as realidades
que me tocam
me deixam
me alisam
me devoram
e me deixam
nua
só
pensando em tua tez
nas pregas dos lábios
quem dera agora meus
bailando em segrêdos
e luzes
mas não
goiabeira-árvore
tudo ilusão
tudo passando de esgueiro
eu, ai! que me vês sozinha
tu! que te vejo ausente
eles! que aceitam
nossa redenção
por não aceitar o amor
selvagem
a vontade louca
de te ter
sereno
nú em todos os sentidos
manso, acordado, etérico
com tuas curvas dóceis
com teu sexo macho
mas não
lá fora a chuva
aqui dentro, chuva
nos olhos, chuva
e a esperança
que morre sem chance
de dizer te amo
quando o corpo freme
de gritar bem alto
só de ser feliz
por conhecer-te pouco
e amar-te inteiro
sem poder, nem nunca,
te tocar um braço
eu espatifada
eu dona do mundo
sem querer ser dona de nada
sozinha mesmo acompanhada
eu verme, eu astro
dona de mim
dona da minha solidão
sem saber pra onde vai
minha estrada
e nesse caminho bêbado
a certeza da sua pele
que já não me responde
escondida no breu do algodão
sua pele abrangente
lisa
direta
suave e cruel
dona de todas as realidades
que me tocam
me deixam
me alisam
me devoram
e me deixam
nua
só
pensando em tua tez
nas pregas dos lábios
quem dera agora meus
bailando em segrêdos
e luzes
mas não
goiabeira-árvore
tudo ilusão
tudo passando de esgueiro
eu, ai! que me vês sozinha
tu! que te vejo ausente
eles! que aceitam
nossa redenção
por não aceitar o amor
selvagem
a vontade louca
de te ter
sereno
nú em todos os sentidos
manso, acordado, etérico
com tuas curvas dóceis
com teu sexo macho
mas não
lá fora a chuva
aqui dentro, chuva
nos olhos, chuva
e a esperança
que morre sem chance
de dizer te amo
quando o corpo freme
de gritar bem alto
só de ser feliz
por conhecer-te pouco
e amar-te inteiro
sem poder, nem nunca,
te tocar um braço
a não ser
A não ser
A não ser
Pelo movimento nas folhas mais tenras
O ar parou
A não ser
Pelo brilho claro nos olhos escuros
A luz apagou
A não ser
que seja um sonho vc
que seja um sonho vc
que seja um sonho
vc
me acordou
A não ser
Pelo movimento nas folhas mais tenras
O ar parou
A não ser
Pelo brilho claro nos olhos escuros
A luz apagou
A não ser
que seja um sonho vc
que seja um sonho vc
que seja um sonho
vc
me acordou
A não ser
Pelo movimento nas folhas mais tenras
O ar parou
A não ser
Pelo brilho claro nos olhos escuros
A luz apagou
A não ser
que seja um sonho vc
que seja um sonho vc
que seja um sonho
vc
me acordou
A não ser
Pelo movimento nas folhas mais tenras
O ar parou
A não ser
Pelo brilho claro nos olhos escuros
A luz apagou
A não ser
que seja um sonho vc
que seja um sonho vc
que seja um sonho
vc
me acordou
tabibito, tabijin
Dentro de nossa estranha simetria, somos ciganos siderais, somos os ronin (samurai sem mestre) do século 21, somos os novos tabi-bito, tabi é viagem, hito é pessoa, o viajante, hoje em dia chamado de turista. É engraçado como a viagem do passado e a de agora se diferenciam. Os piratas viajavam por aventura, os políticos navegantes, por aventura e cobiça; os imigrantes, procurando um lugar melhor que se tornasse seu lar e os imigrantes de hoje, com problemas políticos e sociais, de fronteiras, mas certamente sem problemas de encontrar os "igredientes" de sua terra natal nos países longínquos. Hoje a viagem é banal. O que nos tempos dos primeiros imigrantes japoneses para o Brasil, no primeiro navio, o "Kasato-Maru", em 1916 (?), levava 2 meses de viagem, hoje se leva um dia. O estrago da memória causa o esquecimento, como por exemplo o pobre que virou rico, se esquece das dificuldades que passou quando pobre, a gente que viaja muito se esquece da dimensão que tinha uma viagem, há cem anos atrás. A figura do IMIGRANTE de hoje não é com certeza a mesma que há cem anos atrás. Os imigrantes do passado, quando saiam de suas terras, não encontravam nada do que tinham deixado, por exemplo, um exemplo banal mas vital, a comida. No caso dos japoneses, todos os temperos e as verduras e os peixes que servem como base da cozinha japonesa, não existiam em outros países o que do contrário, hoje é possível, tangível, no passaso virava um sonho, causava um sentimento nostalgico, era o país idealizado, o cheiro, as casas, a saudade sabido do imigrante. Sem citar nenhuma raça, pode-se levar essa consideração a um plano mais extenso e simplesmente dizer que com a mudança dos tempos, também ocorreu a mudança do conceito de imigrante e que as brigas pela sobrevivência são outras, muito embora sobreviver nunca foi fácil. No meu caso, sou uma típica tabijin ou tabibito, e como tal, viajo e observo, e no caso dos imigrantes, para mim também é assim. Nascida de família de imigrantes italianos, entendo bem a questão de ser contaminado por uma nova cultura, mas manter as próprias raízes ligadas à terra de origem. A memória é válida mas o passado não pode construir o futuro, e é nessa ponte que nos encontramos, entre o passado e o futuro, sem a crueldade de esquecer o que aconteceu e ao mesmo tempo sem a crueldade de não ver que 100 anos serão 200 em mais 100. Minha vivência com o Japão começa desde criança, em São Paulo, com a grande maioria de imigrantes, ainda crianças, nos frequentávamos, eu comendo sobá e eles comendo pastasciutta!! Desde pequena convivi com japoneses. Minha madrinha morava em, Mogi das Cruzes, estado de S.P., onde eu passava as férias. Muitas lojas com bonequinhas japonesas, bolsinhas, guarda-chuvas, e objetos mais caros, que eu não compreendia, só olhava, mas eram parte da religião, ou do cotidiano da tradição vivida em casa. Neste ano de 2007, eu que sou cantora como verdadeira profissão (como se pode notar em algumas fotos), cantei com minha amiga de um quarto de centenário, a concertista Yamaki Nobue, na sala cobiçada por todas as cantoras clássicas em Tokyo, o "Kioi Hall", músicas de Villa-Lobos. Uma viagem sem fim? Assim como mudaram as perspectivas de quem viaja, para morar em outro país ou para visitar, mudaram os hábitos e os meios com o qual a pessoa memoriza a viagem. Os samurais tinham uma espécie de biógrafo, o chamado JISHI. Enquanto tudo se passava normalmente, o JISHI fazia um retrato escrito do que escutava e via. Minhas fotos são isso. Não me considero fotógrafa, mas uso o meio da fotografia para escrever na na memória o que vejo através dos anos. Visito o Japão e estudo japonês há 25 anos. O mesmo diário do famoso escritor de Haiku, Bashô, foi feito com poemas, "retratando" a viagem. Minhas viagens ao Japão foram retratadas. Elas falam mais que minhas palavras, elas são a leitura de uma alma brasileira, cigana, que olha e observa as mudanças sem julgar; observa e retrata. As fotos do que é o Japão fora do Japão, também são vistas com meu olhar de brasileira que ama a cultura japonesa. Pode-se encontrar o Japão na Itália, como por exemplo, na arquitetura do italiano que viveu 15 anos no Japão, Scarpa; pode-se encontrar os japoneses caminhando por Singapura e se pensar: tô em casa. Mas, pensando nesses 100 anos, e como o povo japonês se adaptou ao Brasil e vice-versa, é incrível. Somos o oposto da bola do mundo e temos contrastes imensos,a começar pelo geográfico e o linguístico, como é que isso pôde aconttecer? Como pudemos nos misturar assim? Chanpon-bunka? Chanpon significa mistura, bunka significa cultura. Cultura de mistura? Mistura de cultura? Fora a bravura do imigrante japonês, temos que tentar enxergar o charme do presente. Em vez de virar uma imposição racista dos japoneses no Brasil, houve uma integração à mentalidade, ao clima tropical, à ginga do brasileiro, tanto é que se toca cavaquinho e se canta Villa-Lobos e Pixinguinha muito bem na Tokyo de hoje. Meus retratos não são para mim, quero abrí-los à essa família-mundo e mostrar em modo espontâneo minha viagem neste momento, em que se comemora 100 anos de história. Fazemos nossa história hoje, juntos. Sem ser choojin superman/superwoman, tb pessoa superhuman. sobrenatural, de gente pra gente, o Japão-Brasil em quadrinhos fotográficos. Termino eese texto com um ditado popular japonês, uma kotowasa: tabi wa michizure yo wa nasake: viajar sozinho é perigoso, portanto ter alguém por perto nos tranquiliza, temos ajuda. Portanto, quando se gira o mundo, não é necessário se preocupar, pois um tem o outro e se ajudam e com isso se tranquilizam e o mundo fica melhor. Dividindo minha história de uma maneira MANGA, continuo viajante, mas não mais sozinha.
assinado:
jishi: o cara q esctreve a história do samurai, o biógrafo. (ideogramas da palavra JISHI: samurai+ historia)...tb pode signifficar: em mãos ....
assinado:
jishi: o cara q esctreve a história do samurai, o biógrafo. (ideogramas da palavra JISHI: samurai+ historia)...tb pode signifficar: em mãos ....
Nara a Tokyo, #8, 2006 in Italiano.... in treno....
Sarà il mio spirito zingaro
mi sono persa
non sò in mezzo a quale capitolo
comunque sono in treno
viaggio ed il piacere è infinito
di essere sempre "on the road"
mi riempe di una strana allegria
non appartengo a nessuna parte...
questo tempo nella terra è fatto per me
la mia vita è fatta per me
e io la vivo
con il piacere che mi è permesso
e la vita passa in un minuto
e in questo minuto
ci voglio esserci tutta
vorrei passare i minuti
dentro i minuti
le ore dentro le ore
il tempo dentro del tempo
lo spazio nello spazio
me dentro di me
tutto questo per capire
cos'è il "te", l'altra persona
l'altra città, l'altro mondo
...
se non ci capisci noi stessi,
è un pò inutile cercar di capire
tutto il resto
ed è per questo che continuo
a scrivere questo libro...
niente può fermarmi, trane la morte
mi sono persa
non sò in mezzo a quale capitolo
comunque sono in treno
viaggio ed il piacere è infinito
di essere sempre "on the road"
mi riempe di una strana allegria
non appartengo a nessuna parte...
questo tempo nella terra è fatto per me
la mia vita è fatta per me
e io la vivo
con il piacere che mi è permesso
e la vita passa in un minuto
e in questo minuto
ci voglio esserci tutta
vorrei passare i minuti
dentro i minuti
le ore dentro le ore
il tempo dentro del tempo
lo spazio nello spazio
me dentro di me
tutto questo per capire
cos'è il "te", l'altra persona
l'altra città, l'altro mondo
...
se non ci capisci noi stessi,
è un pò inutile cercar di capire
tutto il resto
ed è per questo che continuo
a scrivere questo libro...
niente può fermarmi, trane la morte
sábado, 5 de julho de 2008
SONHOS em NARA, Japão, capítulo 2
capítulo 2 / sala de estar
estou na frente do TOKONOMA
tem uma TANSU ao lado
com uma lâmpada maravilhosa que parece Emile Gallé
no chão tem uma mesa baixinha pra tomar chá e comer sushi
umas flores enormes pintadas no SHOOJI
em cima da porta tem um woodcarving (madeira esculpida à mão)
dos três símbolos de felicidade no Japão: FLOR DE CEREJEIRA, PINHEIRO E BAMBÚ (SAKURA, MATSU, TAKÊ)
SEGUNDO SONHO
vc está com YUKATA*
e eu também
é de noite, um pouco fresco
à noite
eu decido fazer um chá pra nós
trago o chá
e observo a linha do YUKATA azul escuro
no seu pescoço
tocando a sua pele
eu imagino o trançado
das linhas de algodão do seu YUKATA
tocando sua pele
você, ditraído, sorri
bebe SAKÊ
eu imagino as suas costas
cobertas pelo pano do seu YUKATA
e por um momento eu fico desejando ser o seu YUKATA
cobrir a sua pele de um azul profundo
e brincar de fio em fio
com cada ranhura da sua pele
e enquanto eu penso tudo isso
a gente toma SAKÊ, dá risada
o chá já esfriou e eu vou pegar mais um chazinho pra gente
e quando eu chego na sala
vc tinha desenhado a minha figura
vestindo o YUKATA
que você vestia
*YUKATA: (espécie de kimono de algodão, que se usa em casa ou nos hotéis tradicionais, de algodão no verão e de lã no inverno, bem confortável e bonito)
estou na frente do TOKONOMA
tem uma TANSU ao lado
com uma lâmpada maravilhosa que parece Emile Gallé
no chão tem uma mesa baixinha pra tomar chá e comer sushi
umas flores enormes pintadas no SHOOJI
em cima da porta tem um woodcarving (madeira esculpida à mão)
dos três símbolos de felicidade no Japão: FLOR DE CEREJEIRA, PINHEIRO E BAMBÚ (SAKURA, MATSU, TAKÊ)
SEGUNDO SONHO
vc está com YUKATA*
e eu também
é de noite, um pouco fresco
à noite
eu decido fazer um chá pra nós
trago o chá
e observo a linha do YUKATA azul escuro
no seu pescoço
tocando a sua pele
eu imagino o trançado
das linhas de algodão do seu YUKATA
tocando sua pele
você, ditraído, sorri
bebe SAKÊ
eu imagino as suas costas
cobertas pelo pano do seu YUKATA
e por um momento eu fico desejando ser o seu YUKATA
cobrir a sua pele de um azul profundo
e brincar de fio em fio
com cada ranhura da sua pele
e enquanto eu penso tudo isso
a gente toma SAKÊ, dá risada
o chá já esfriou e eu vou pegar mais um chazinho pra gente
e quando eu chego na sala
vc tinha desenhado a minha figura
vestindo o YUKATA
que você vestia
*YUKATA: (espécie de kimono de algodão, que se usa em casa ou nos hotéis tradicionais, de algodão no verão e de lã no inverno, bem confortável e bonito)
domingo, 29 de junho de 2008
Sonho em Nara, Japão
sua mão esboça caligramas
na minha memória
eu me esqueço temporariamente
da onde venho
pra onde vou
eu me transformo naquele caligrama
que vc desenha
e passa através do meu olho
diretamente pra minha memória
sua mão deita na mesa
imóvel
enqto uma abelha tenta entrar na sala
a abelha
o carro, o rumor do externo, o canto de um pássaro,
um carro que passa
nada disso transforma e altera
o caligrama interno que vc desenha
com a sua mão
solta, livre
sua mão desenha um caligrama dentro do meu cérebro
e a tinta
negra- sumí
some
e corre na minha veia
como se tudo fosse extremamente natural
na minha memória
eu me esqueço temporariamente
da onde venho
pra onde vou
eu me transformo naquele caligrama
que vc desenha
e passa através do meu olho
diretamente pra minha memória
sua mão deita na mesa
imóvel
enqto uma abelha tenta entrar na sala
a abelha
o carro, o rumor do externo, o canto de um pássaro,
um carro que passa
nada disso transforma e altera
o caligrama interno que vc desenha
com a sua mão
solta, livre
sua mão desenha um caligrama dentro do meu cérebro
e a tinta
negra- sumí
some
e corre na minha veia
como se tudo fosse extremamente natural
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